A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A B Pinela

 

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Sabia que...

 

Este tema tem por objectivo divulgar o que, eventualmente, já conhecemos ou, pelo menos, assim o pensamos. Não é verdade que todos nós «pensamos»? No entanto, ocorre-me perguntar, o que é pensar? Custa pensar ou esta faculdade da pessoa humana é uma trivialidade, ou existem vários níveis de pensamento? Pense nisso.
Os temas, objecto da nossa curiosidade, serão expostos por ordem alfabética:

Antero de Quental

Ideias (Onde estão as)

Marcelo Caetano

Opus Dei

Ordem

Pensamento
Perguntaram a Dalai Lama...

Prisão perpétua
Tarrafal

Tratado de Roma

 

Antero de Quental

Antero Tarquínio de Quental (Ponta Delgada, 1842-1891), poeta, pensador e filósofo português. Estudou em Coimbra, onde se licenciou em Direito. Grande vulto da Geração de 70, de que foi, de certo modo, mentor. Empenhou-se na revolução da mentalidade das elites no sentido modernizante, e na revolução social em defesa da classe trabalhadora. Alcançou projecção europeia. Está traduzido em várias línguas. Sofrendo, desde 1874, de psicose maníaco-depressiva, acabou por se suicidar.


No aspecto literário, ele próprio se considera discípulo de Camões. A poesia de Antero transformou-se em vivência dialéctica da concepção do mundo. Considerado um dos grandes espíritos da humanidade, os seus Sonetos alcançaram, segundo estudiosos do género, alguns dos momentos superiores da poesia portuguesa do século XIX.


É sobretudo nos seus poemas que encontramos expresso o seu pensamento filosófico. Leibniz, Kant, Hegel e E. Hartmann influenciaram o desenvolvimento do seu pensamento. No que respeita à filosofia social e política, foi Proudhon que lhe serviu de referência. Com efeito, «o principal significado da obra filosófica de Antero Quental reside na sua reacção contra o naturalismo e o positivismo e no seu empenho em fundar uma filosofia com lugar para as questões metafísicas» (Gustavo de Fraga, in LOGOS).


Os seus Sonetos, de intensa dimensão filosófica, são dos mais belos da língua portuguesa: Prosas (1923-1931), Leituras Populares (1860), O Sentimento da Imortalidade (1865), Bom-senso e bom gosto (1865), Odes Modernas (1865), A Filosofia da Natureza dos Naturalistas (1886), Sonetos Completos (1886,) O Socialismo e a Moral (1889), Tenências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX (1890), Ensaio sobre as bases Filosóficas da Moral ou Filosofia da Liberdade (1893), Prosas (1923, em 3 vols.).

 

Ideias (Onde estão as)
«Quando muitas vezes os jornalistas dizem que não há ideias, esquecem-se de que é preciso ir procurá-las onde elas estão: no trabalho dos filósofos. E os filósofos portugueses trabalham. Talvez de uma forma demasiado silenciosa, mas trabalham. Só que - ao contrário do que se tinha a ilusão de acontecer noutros tempos - as ideias que eles produzem não se traduzem directamente em efeitos políticos. São políticas, por vezes, mas de uma forma indirecta. E por isso passam despercebidas, em tempos em que o que não é directo não tem tempo para existir. Por exemplo: um dos maiores pensadores americanos, Willard Quine, morreu há semanas. Não vi uma única linha nos jornais portugueses. É pena. Mas não será também culpa dos filósofos portugueses que não chamaram a atenção para o acontecimento? Comentando o facto com o meu amigo João Sáagua, ele dizia: «se fosse o Derrida, tinha páginas e páginas...» (Eduardo Prado Coelho, «O Fio do Horizonte», in Jornal Público, Edição de Lisboa, 16 de Fevereiro de 2001).

 

Marcelo Caetano

Marcelo Caetano nasceu em Lisboa a 17 de Agosto de 1906, doutorado em Direito, investigador e professor, foi o último Primeiro-Ministro  do Estado Novo (desde 1968 até Abril de 1974), sucedendo a António de Oliveira Salazar (1889 – 1970). Após a revolução de 25 Abril de 1974, obrigado ao exílio, vai para São Paulo, Brasil, em Maio de 1974, de onde não quis regressar. Morreu no Rio de Janeiro a 26 de Outubro de 1980.

 

Opus Dei
Prelatura da Santa Cruz e Opus Dei. É uma instituição católica fundada em Espanha, em 2 de Outubro de 1928, para a difusão em todos os ambientes da sociedade, através do trabalho profissional, da vivência cristã assumida como apelo à santidade. Podem pertencer ao Opus Dei (obra ou Labor de Deus), todas as pessoas, seja qual for o seu talento, profissão ou estatuto. Os seus membros são, portanto, de ambos os sexos e de todas as classes (sacerdotes, leigos, casados e solteiros). Constitui, desde 1982, prelatura pessoal. Conta com cerca de 85 mil fiéis. Em Portugal há cerca de 2000.

No dia 6 de Outubro de 2002, cerca de 250 mil pessoas, de 87 países, participaram na Praça de S. Pedro, em Roma, na cerimónia de canonização de Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei. A cerimónia de canonização foi presidida por João Paulo II. Portugal não teve, naturalmente, nesta cerimónia, nenhuma representação de Estado. No entanto, segundo a comunicação social, estiveram presentes em Roma cerca de 2500 pessoas.

Ordem

As Ordens são «entidades públicas, obrigatórias, criadas por acto do Estado, para desempenhar determinadas tarefas públicas delegadas, nomeadamente a titulação profissional, a salvaguarda da qualidade dos serviços profissionais, a observância dos deveres deontológicos. Por isso dispõem de poderes oficiais, editam regulamentos, praticam actos de autoridade, aplicam sanções disciplinares de natureza pública. Elas são portanto uma instituição híbrida, um  compromisso entre o poder do Estado e a autonomia profissional. Pertencem à administração pública, embora sejam essencialmente independentes do Estado. O seu regime jurídico é correspondentemente misto.
Em qualquer caso, a defesa dos interesses privativos da profissão, que é própria das associações profissionais, tem de ser compatibilizada com as tarefas públicas de que as ordens estão incumbidas. Elas não podem funcionar como se fossem «sindicatos oficiais» ou «grupos de interesses de direito público». (Vital Moreira, in Público, de 12 de Setembro de 2000).

Pensamento

Acto ou faculdade de pensar. O pensamento designa mais particularmente o acto de reflectir ou o produto da reflexão. Distingue-se a noção de "pensamento", que é reflexivo, da de "conhecimento", que parte imediatamente de um objecto real [o mundo, os homens, etc.] e não implica necessariamente a reflexão.
O pensamento pode ser convergente ou divergente. No primeiro caso é orientado para a obtenção da resposta correcta a um problema. O indivíduo, colocado perante um problema, submete-se a instruções rígidas no sentido de encontrar uma solução única. O seu comportamento é conformista, prudente, rigoroso, mas limitado. No segundo caso, o pensamento é criador, mensurável através da resposta a problemas deste tipo: «Que uso pode fazer-se de um computador pessoal?». Colocado perante um problema desta natureza, procurar-se-á todas as soluções possíveis, não se limitando à conformação de uma solução já experimentada. Com efeito, desenvolve-se as respostas por meio de ensaios e erros, por aproximação experimental.

 

Perguntaram a Dalai Lama...

"O que mais te surpreende na Humanidade?"
E ele respondeu:
"Os Homens... porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro.
E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido." (
Dalai Lama).

 

Prisão Perpétua
A prisão perpétua foi abolida, em Portugal, em 1884.

Tarrafal
O Tarrafal é uma vila e concelho de Cabo Verde, na ilha de Santiago. Tem cerca de 17.784 habitantes e ocupa uma superfície de 112,4 km². Este concelho é constituído apenas por uma freguesia: Santo Amaro Abade.
A vila ficou tristemente célebre por albergar um campo de concentração onde eram encerrados os inimigos políticos do regime ditatorial de Salazar. A abertura do campo do Tarrafal ocorreu em 29 de Outubro de 1936, por ordem do ditador, tornando-se cativeiro e lugar de morte para muitos resistentes à ditadura fascista.

Tratado de Roma
O Tratado de Roma esteve na origem da União Europeia. Foi assinado (na cidade do mesmo nome) por seis ministros dos negócios estrangeiros dos seis países fundadores de uma Europa unificada (Bélgica, Holanda, Luxemburgo, França, Itália e Alemanha Ocidental), a 25 de Março de 1957. Entrou em vigor em 1 de Janeiro de 1958.

 
 

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Última actualização: 14/06/17