A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A. B. Pinela

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A crítica

 

A propósito das eleições para o Parlamento Europeu, vamos já ficando surdos com a gritaria que os candidatos a eurodeputados vão fazendo. Gritam, gritam, mas nada esclarecem sobre a importância da Europa para nós, que afinal, até somos europeus. Falem da importância do Parlamento Europeu, digam qual foi o contributo de cada um para melhorar a vida dos povos na Europa e, por consequência, em Portugal, etc., etc. Mas sem demagogia, sem vaidades nem arrogâncias. Isso não interessa ao eleitor. Talvez vos interesse!

Lalamos um texto que escrevi em 2010:

«No sentido corrente (ao nível do senso comum), a crítica é um juízo desfavorável (a crítica é o contrário de elogio). No entanto a crítica não é isso. É, antes, um estudo ― uma apreciação ― destinado a avaliar uma obra, um procedimento, uma atitude, de modo favorável ou desfavorável, procurando situar o seu contexto, as significações expressas ou subentendidas, os tipos de raciocínio, etc. (façam um comentário crítico deste texto, diz o professor). A crítica é, portanto, análise, comentário, estudo ou exame de argumentos, de razões, de motivos, de textos, de obras de arte, de factos, de acções, procedimentos, etc., com a finalidade de formular juízos.

Ao nível do ensino/aprendizagem, a crítica é um exercício que deve estar integrada numa lição ou numa actividade escolar menos formal, a fim de se lhe apreciar o conteúdo, o método, o valor, a eficácia.

A crítica é um instrumento fundamental do trabalho intelectual. Mas criticar não é sinónimo de maledicência, isto é outra coisa bem diferente, e é apanágio daqueles que tudo sabem, mas que nada explicam. Estes são generalistas, que se dizem críticos de qualquer coisa, e com isso sustentam o seu espírito, embora apenas produzam repetições e trivialidades desconexas, por vezes, transferidas.

De modo simples, a crítica labora da seguinte forma:

1. Análise da situação seja ela qual for: uma atitude, um acontecimento, uma ideia, um texto, um fenómeno. Esta análise pressupõe independência total face a subjectividades, preconceitos, simpatias e outros. Se queremos que nos respeitem e ver considerada a nossa produção intelectual, não temos outra possibilidade: temos que ser objectivos, elucidativos, imparciais.

2. Identificação clara e objectiva de aspectos positivos e negativos (quando os houver e dizer porquê) da situação em análise.

3. Proposta do autor comentador para melhorar a situação ou compreensão da leitura que faz do objecto analisado.

4. Tudo isto, documentado com a análise, a reflexão, as ideias próprias e as propostas alternativas.

Assim se faz uma crítica: Analisar, Identificar, Propor, Documentar. Tudo o resto não passa de fantasia ou de pretensiosismo desapropriado. Que traz de útil dizer apenas: «Isso está mal», «Não fez nada» «É incompetente»?

Quando produzirmos uma ideia ou um texto, a partir de análise e reflexão efectuadas, não nos devemos inibir de recorrer a autoridades sobre o assunto (outros autores e suas obras, o que disseram…), para nos documentarmos suficientemente; mas identifiquemos, claramente, autores e obras consultadas, a fim de sustentar o nosso trabalho. É importante que o façamos, pois dará mais credibilidade às nossas reflexões, e ao nosso nome. Se formos honestos, quem nos lê ou houve pode não aceitar os nossos argumentos, mas, por certo, reconhecerá que não estamos a ludibriar o pensamento diferente. Assim o entendo e defendo». António A. B. Pinela, Reflexões, 2010).

 

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