A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A B Pinela

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Feitos do Homem

 

O Homem já produziu tão elevado grau de conhecimento e certeza que, não raro, se surpreende com as suas próprias realizações. Que conhecimento não inventou já o homem? Para só mencionar dois ramos do saber ― a Medicina e a Astronomia ― já pensou nos progressos extraordinários que o homem tem operado (apenas no nosso século XX) nestes domínios da Ciência? Vejamos alguns exemplos:

Medicina:  Em 1929 (EUA) inventa-se o pulmão artificial; em 1944 (Holanda), o primeiro rim artificial; em 1953 (EUA), a máquina-pulmão; em 1954 (EUA), a primeira válvula cardíaca para seres humanos; em 1964 (EUA), a primeira transplantação de pulmão; em 1967 (África do Sul), a primeira transplantação de Coração humano; nos dias de hoje, já se introduzem no peito humano "máquinas-coração", com algum êxito, com a finalidade de, por este meio, prolongar a vida. É admirável!

No que concerne à Astronomia, o homem tem multiplicado esforços no sentido de ampliar os seus conhecimentos sobre o espaço sideral, a sua constituição, formação e evolução, bem come a sua posição no contexto cósmico. Neste sentido, para além das investigações que exerce por meio de sondas, satélites e outros instrumentes auxiliares capazes de 'pesquisa', o homem projecta-se para a navegação acima da atmosfera terrestre e dá início à astronáutica. Do trabalho realizado, em 12.04.1961, Gagarin converte-se no primeiro cosmonauta a efectuar um voo no espaço; em 20.02.1962, é a vez de John Glenn sair para o espaço a bordo de Mercury IV; em 16.07.1969, ocorre o feito mais apetecido: cabe ao cosmonauta norte-americano Armstrong ser o primeiro homem a pisar solo lunar, com Apolo XI; em 15.07.1975, uma nave americana, Apolo, e uma outra soviética, Soyus, unem-se em órbita, separam-se e regressam à Terra; em 12.04.1981, foi lançado, com êxito, o STS-l Colombia, que regressou à Terra depois de cumprir a sua missão, após ter completado trinta e seis voltas na órbita da Terra, durante 54 horas e meia. Ultimamente, o Vaivém Espacial americano faz as suas viagens de pesquisa com normalidade, embora tenhamos que registar o trágico acidente aeroespacial de Challenger, que iria fazer e voo designado "Missão 51-L", mas que explodiu (às 11H40 locais, 16H40 de Lisboa, de terça-feira, do dia 28.01.1986), tornando-se numa bola de fogo que não deu hipóteses de sobrevivência aos seus sete tripulantes que seguiam a bordo, entre eles, duas mulheres, uma das quais, a professora liceal Christa McAuliffe que se havia preparado para proferir do espaço duas lições: uma sobre os pormenores do dia-a-dia a bordo da nave e outra, com o título "onde estivemos, para onde vamos, porquê?", que se destinava a ajudar os estudantes a compreender os objectivos da exploração espacial. As lições deveriam ser transmitidas pela Televisão para todo o pais e vistas por dezenas de milhares de estudantes.

O homem inventa, cria e aperfeiçoa métodos e técnicas que lhe possibilitam não só consolidar como ampliar os seus conhecimentos para que possa, cada vez mais, e com maior profundidade, vislumbrar algo mais do muito ― inesgotável ― que está para além de si. Esta vontade de saber é a consequência lógica da nossa tomada de consciência que nos diz que o muito do que já sabemos é, afinal, quase nada comparado com a imensidão do desconhecido que não sabemos. É este desejo de saber que projecta o homem para a aventura em demanda do Macrocosmos. No entanto, façamos esta pergunta geral: se o homem já sabe 'muito' do grande Cosmos, que sabe de si (microcosmos)? Mais concretamente, formulemos as seguintes questões: Que é o Homem? Qual a sua origem? É ele manifestação da criação? É e resultado de um processo evolutivo? Qual o seu destino?

Para estas ou outras questões, de semelhante teor, seremos capazes de algum dia encontrar as respostas que satisfaçam a curiosidade de todos? Tenhamos, pele menos, a capacidade de manter a curiosidade da pesquisa e até a fé no saber (António A. B. Pinela, Reflexões, Barreiro, 1990)

 
 

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Última actualização: 06/03/18