A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A B Pinela

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A interdependência ecológica

 

A observação das relações que os seres vivos mantêm com o meio, em que vivem, nem sempre estimulou muito os estudiosos. Mas no século XX, as intervenções do homem, nem sempre felizes, e as consequências da civilização industrial, puseram particularmente em perigo a ecologia, com a destruição de diversas espécies indispensáveis ao equilíbrio ecossistémico.

A maior parte dos países ocidentais já tomou consciência do fenómeno e começou a tomar medidas. Teve grande impacto a Segunda Conferência Mundial das Nações Unidas, em Junho de 1992, no Rio de Janeiro. No entanto, não se tem feito muito, deste então, a favor de uma preservação ecológica saudável do Planeta.

 

Naquele púlpito do Mundo, todos, com responsabilidades na governação dos seus países, disseram que temos de preservar o planeta das incúrias do próprio homem. Mas a ideia com que ficámos, ao ouvir aquelas elites tão ‘sábias’ e ‘ilustres’, é que estavam a ditar leis para que outros cumprissem.

Àquelas bastaria que dissessem coisas que gostaríamos de ouvir, cogitaram eles, por certo. E nós (os outros) teríamos de cumprir as suas sentenças, enquanto os seus países continuariam (continuam) a poluir! É uma questão de ignorância ou de esperteza bacoca.

 

Os seres humanos gozam de uma certa autonomia relativamente à natureza, mas embora o Homem se apodere dela e a transforme em seu proveito, ele não pode fazer tudo quanto lhe apetece, sob pena de sofrer com os seus exageros, como, aliás, há muito tempo se observa!

Mas é conveniente não esquecer que é da interdependência ecológica do Homem com o Meio que resulta o equilíbrio da sua existência com a Natureza.

 

Como escreve Edgar Morin: «A ecologia (…) é uma ciência que nasce. Mas já constitui uma contribuição capital para a teoria da auto-organização do vivo, e, no que diz respeito à antropologia, reabilita a noção de natureza, na qual enraíza o homem. A natureza não é desordem, passividade, meio amorfo: é uma totalidade complexa. O homem não é uma entidade isolada em relação a essa totalidade complexa: é um sistema aberto, com relação de autonomia /dependência organizadora no seio de um ecossistema» (Edgar Morin, O Paradigma Perdido – A Natureza Humana, Lisboa, Europa-América, 1975, p. 27).

António A. B. Pinela, Horizontes da Filosofia, pp. 124-126).

 
 
 

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Última actualização: 19/01/18

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