A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A B Pinela

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Tiananmen, Xiaobo e Liberdade

 

Tiananmen! Ainda guardo na memória aquelas imagens do Tank Man (Homem Tanque), como ficou conhecido em todo o mundo, o "Rebelde Desconhecido" que enfrentou, de pé e em movimento, uma coluna de tanques de guerra que se aproximava da Praça da Paz Celestial, em Pequim. Foi a 5 de Junho de 1989. Do destino deste Homem tudo é misterioso: seria um estudante de 19 anos, que fora preso por «tentativa de subversão dos membros do exército chinês» e por prática de «agitação política»? Teria sido executado 14 dias depois ou fora morto pelo pelotão de fuzilamento poucos meses depois dos protestos de Tiananmen? Ou estará vivo e escondido algures no seio da China ou em Taiwan? Como saber?

O protesto na Praça da Paz Celestial, em 1989, ficou conhecido como o Massacre da Praça Celestial ou Massacre de 4 de Junho. Este protesto foi liderado por estudantes. Os manifestantes, cerca de cem mil, dizia-se na altura, eram provenientes de diferentes grupos sociais: estudantes, intelectuais e trabalhadores da cidade.

Que queriam os manifestantes? O combate à corrupção, a reforma económica do país, a liberdade de reunião e de expressão. Que obtiveram? O governo do Partido Comunista declarou a lei marcial e enviou os tanques de guerra e a infantaria para a Praça de Tiananmen para dissolver o protesto.

Dizia-se na época que tinham sido mortas 800 pessoas, 2600 segundo a Cruz Vermelha ou 7 mil, segundo os manifestantes, e cerca de 7 mil a 10 mil feridos. Foram presos os líderes do movimento, a imprensa estrangeira foi expulsa do país e a imprensa chinesa passou a ser ainda mais controlada. A comunidade Internacional condenou o comportamento do governo do Partido Comunista Chinês.

De entre todos aqueles trabalhadores, estudantes e intelectuais estava LIU XIAOBO (n. 1955), tinha então 34 anos de idade, o famoso dissidente chinês, intelectual e activista dos direitos humanos e de reformas políticas e económicas para a China.

Depois de Tiananmen, Xiaobo foi detido várias vezes. A 08.12.2008 foi detido por ter assinado, com mais 303 intelectuais e activistas dos direitos humanos, um manifesto, que posteriormente foi assinado por mais cerca de 8000 pessoas de diversas proveniências e profissões. Que queriam estes activistas dos direitos humanos? Que o governo chinês promovesse a reforma política e a democratização da República Popular da China, que o governo se empenhasse em promover o multipartidarismo, criasse um sistema judicial independente e justo, devolvesse a liberdade de religião, de associação, de imprensa e de expressão.

Liu Xiaobo terá sido um dos principais redactores do Manifesto (ou Carta 08), que foi publicada a 10 de Dezembro de 2008. Foi detido por esta data e foi formalmente preso em 23 de Junho de 2009. Está, por aqueles crimes, a cumprir pena até 2020. Qual a sua acusação? Suspeita de «incitar à subversão contra o poder do Estado». Mas, efectivamente, o crime que cometeu foi exigir, dos governantes, a liberdade e a dignidade humanas.

Este HOMEM, que desde Tiananmen, conta no seu currículo com várias detenções, foi galardoado, a 08 de Outubro de 2010 com o PRÉMIO NOBEL DA PAZ, pelo Comité Nobel Norueguês, que justificou o prémio pela sua longa luta, não-violenta, pelos direitos humanos fundamentais da China. Foi este o crime que mais uma vez levou Xiaobo à prisão!

Escreve, a este propósito, o PCP, no seu site, a 11.10.2010: «A decisão da atribuição do Prémio Nobel da Paz a Liu Xiaobo – inseparável das pressões económicas e políticas dos EUA à República Popular da China – é, na linha da atribuição do Prémio Nobel da Paz de 2009 ao Presidente dos EUA, Barack Obama, mais um golpe na credibilidade de um galardão que deveria contribuir para a afirmação dos valores da paz, da solidariedade e da amizade entre os povos.» (cf. www.pcp.pt/internacional) .

A bem da Liberdade, o Prémio Nobel da Paz é atribuído pelo Comité Nobel Norueguês, e não por outras obtusas vontades, senão ainda veríamos a receber tal galardão os irmãos Raul e Fidel Castro, Hu Jintao ou Kim Jong-il, que designou o seu terceiro filho, Kim Jong-un, como seu sucessor, promovendo-o a general de 4 estrelas. (António Pinela, Reflexões, Outubro de 2010).

 
 

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Última actualização: 06/03/18