A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A B Pinela

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Os vícios e as virtudes

 

Vale a pena estar atento ao discurso político mais veiculado, nestes dias que passam, por políticos e comentadores que foram seduzidos pela lógica aristotélica e alinhados com o seguinte silogismo clássico:

  • Quem governa a Europa são os “mercados” (isto é, a direita),

  • Portugal faz parte da Europa,

  • Logo, quem governa (deve governar) Portugal são os mercados (isto é, a direita).

Tão simples como isto. O que Aristóteles (filósofo grego) inventou! Eles que tanto criticam a Grécia!

Com algumas excepções, esquecendo o que anteriormente disseram: “cobras e lagartos” da anterior coligação PSD-CDS (2011-2015), hoje cantam loas à coligação Portugal à Frente (PàF) e às suas virtudes, e, ao mesmo tempo, diabolizam o Partido Socialista e um eventual governo das esquerdas (PS, BE, PCP), apontando os seus vícios. É o maniqueísmo neoliberal em acção. Do lado da Direita está o Bem, do lado da Esquerda, o Mal. O responsável disto foi Manes (Mani ou Maniqueu [216-277 d.C.]) fundador do maniqueísmo.

Dizem tais comentadores, muito bem posicionados, e a direita virtuosa, que um governo à esquerda é “contra natura”, o que é natural é um governo de direita. É interessante atermo-nos no pensamento desta direita política: 1) fazer um governo à esquerda é trair o voto do povo; 2) apoiar um governo de direita é um acto patriótico. Os primeiros são viciosos, os segundos, virtuosos. É assim que o neoliberalismo se vê: Uma casta sacerdotal, imbuída do espírito santo, capaz de trazer aos pobres o pão e vinho. E açoites.

Ocorre-me ainda sinalizar que da perigosa e viciosa extrema-esquerda vieram para o PSD figuras, como: Durão Barroso (MRPP); e da esquerda comunista, Zita Seabra (PCP). Provavelmente, uma imensidão de escreventes e comentadores desconhece esta realidade. Com diria o outro: é a vida!

Paulo Rangel, ilustre eurodeputado e comentador de televisão, faz, agora, apelo ao “socialistas de bom senso” para que se aproximem da PàF! Este, agora, está muito preocupado com PS, porque os apoios que está a receber do PCP e BE não são genuínos e o PS, coitado, não merece isso. Chego a comover-me com a preocupação de Paulo Rangel. De todo o modo, vai dizente o mui douto Rangel que considera o PS irresponsável e que António Costa quer ser primeiro-ministro à força, mesmo que tal signifique aliar-se a um Partido que defende a saída do euro. A esperança de Rangel, e ele é um homem de fé, é que “felizmente há muitos dirigentes socialistas que estão contra esta opção de sedução da esquerda radical” (Palavras ouvidas na TV e lidas na Net).

Durão Barroso, ex-militante do MRPP, que aliás, se deu muito bem no PSD; ex-presidente da Comissão Europeia, que foi distinguido, ontem (21.10.15), com o “Prémio de Mérito do Partido Popular Europeu (PPE), juntou-se aos direitistas da Europa no ataque a António Costa, classificando um governo de esquerda de “coligação negativa”, sublinhando que Portugal “não deve pôr em causa todos os sacrifício que foram feitos. Não deve brincar com o fogo”. Ele teve um pequeno lapso. Esqueceu-se de dizer que também contribuiu para tais sacrifícios dos portugueses, mas que ele não foi beliscado na sua carteira; os portugueses que sofreram as agruras do seu partido, sim, sofreram muitíssimo, mas isso para ele tem pouca ou nenhuma importância. O que importa são os “tachos” que se arranjam na Europa à custa dos portugueses, mas estes não esquecem os cortes nos salários e nas pensões, o brutal aumento de impostos, o aumento das taxas moderadoras, etc., etc., tudo o que o seu partido fez em prol da pobreza dos portugueses. Como posso acreditar nas palavras desta gente, que tão mal me tratou, e os restantes portugueses que vivem de baixos salários?

Enquanto tudo isto, Rajov, presidente do governo de Espanha está aflito com o que se passa em Portugal, não vá o PSOE aliar-se ao Podemos…

Por último, e não menos importante, o Sr. Pedro do Ó Ramos diz que o PS “optou por propor ao país uma coligação negativa, politicamente antidemocrática”, acrescentado que “a vida terá sempre surpresas, pena é que aquela que agora se nos depara passe por atentar contra os próprios fundamentos de 40 de regime democrático (Artigo de opinião, no DN, de 22.10.15). E eu acrescentarei, ajudando este senhor deputado do PSD, pena foi que, em 2011, o povo, desprevenido e de boa-fé, tivesse dado a maioria à coligação de direita. E foi o que foi. Foram postos em causa “os próprios fundamentos de 40 de regime democrático”. (António A. B. Pinela, Reflexões,  Quinta-feira, 22.10.15)

 
 

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Última actualização: 06/03/18