A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A. B. Pinela

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Pensamento e linguagem

 

Cada cultura tem as suas formas próprias de nomear e de simbolizar o real. Tal simbolização faz-se por meio da linguagem, que é um produto social. É com este sistema de signos, que é a linguagem, que nos educamos desde as primeiras sílabas; é com ela que formamos o nosso pensamento e desenvolvemos a nossa compreensão do mundo: como eventos, acções, percepções, valorações. Através da linguagem o homem cria e revela, identifica e dá significado ao real de que faz parte, porque nela está uma intencionalidade que não só nomeia as coisas, como as faz adquirir sentido ao integrá-las num mundo organizado.

Mas a linguagem só adquire sentido por meio da palavra, e esta caracteriza o existir humano ao relacioná-lo com o seu semelhante, porque a linguagem não se isola, nem poderia fazê-lo. Ela é comunitária, contacto, partilha, decisão. É por este meio que o homem se encontra, e vive no seio de uma comunidade. O quotidiano, o sentir poético, a pesquisa científica ou a reflexão filosófica só fazem sentido devido à linguagem ou, mais especificamente, devido a uma comunidade de linguagem.

Para dizer o que as coisas são, partimos da imagem que representa cada coisa, empregando a palavra através da fala. Porquanto, pode dizer-se que nada há mais universal no humano do que a própria palavra, ou seja, o acto da fala. É pela palavra e pela fala que somos, que nos tornamos presentes; porque o ser humano só se realiza pela palavra, contextualizada numa linguagem, inserida numa cultura, percebida por uma comunidade, de que se faz existente. Pode dizer-se que a palavra é a imagem da linguagem que interpreta o mundo, que flúi, que se transforma, que se renova.

Por conseguinte, para se expressar, o pensamento que ideamos sobre os mais diversos momentos da nossa vida, emprega uma linguagem. Mas cada situação requer um determinado tipo de linguagem; cada mensagem que transmitimos contém uma intenção, considerado que seja o contexto social a que se destina: e surge o discurso.

Que pretendemos quando transmitimos algo através do discurso? Emocionar, transmitir a realidade, persuadir o outro ou, simplesmente, estabelecer o contacto com alguém, para que sejamos compreendidos. (António A. B. Pinela, Reflexões, 1998).

 

 

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