Philos + Sophia = Philosophia
 
 

Espaço de reflexão e de edição de textos de filosofia

 
 

A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A. B. Pinela

 

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C

 

Capacidade

Aptidão. «Conjunto de tendências comportamentais responsáveis pela hábil execução de uma variedade de tarefas relacionadas.» (Kendler).

 

Cartesianismo 

Filosofia de Descartes e de seus discípulos.  Por cartesianismo designa-se sobretudo as filosofias de Leibniz, Espinosa e Malebranche, os três grandes «cartesianos». No séc. XVIII e seguintes, o cartesianismo é invocado ao mesmo tempo por idealistas e espiritualistas, que se reclamam de Malebranche e da metafísica de Descartes, e por materialistas (Diderot, d'Alembert), que se reclamam da sua física. A diversidade das interpretações do pensamento de Descartes enriquece e aprofundam os ensinamentos deste filósofo.

 

Cepticismo

Doutrina que defende ser válida apenas a certeza de que não se deve ter certeza de coisa alguma.

 

Ciência

Conjunto de saber definido, metodicamente ligado por princípios e leis. Por isso, também se pode dizer que a ciência é um sistema de relações. A ciência tem por objectivo o conhecimento certo. Para atingir este objectivo, emprega-se métodos adequados à natureza do objecto de cada ciência. As ciências particulares têm um lugar, um objecto e uma incumbência especial, que consiste em determinar as causas próximas e formular as leis particulares.

 

Ciência (Campo de uma)

Designa o conjunto dos objectos, dos conceitos e das relações que constituem uma ciência particular num dado momento. O campo de uma ciência só fica estabelecido depois desta delimitar claramente o seu objecto de estudo e o seu método de investigação. Aliás, estes dois elementos (objecto e método) são a condição primeira para que determinado conjunto de conhecimentos adquira o estatuto de ciência.

 

Ciência (Filosofia da)

A ciência constitui-se por certos princípios, certas noções fundamentais, por leis. São os princípios de identidade, de contradição, de causalidade, de finalidade. As ideias de número, extensão, força e tempo respeitam às ciências matemáticas; as ideias de matéria, substância, causa e lei respeitam às ciências físicas; as ideias de vida, género, espécie e tipo, para as ciências da natureza; para as ciências morais e sociais, as ideias de bem, direito, dever, liberdade, autoridade, etc. Todos estes princípios, noções, ideias que concernem às ciências particulares, à Filosofia compete aprofundá-las e investigar a sua natureza, origem e valor. Este estudo propriamente filosófico, constitui o que se chama Filosofia da Ciência.

 

Classificação

Operação que consiste em agrupar um certo número de factos ou de seres que têm características comuns. Exemplo: a classe de animais em espécies e em géneros. Uma tal classificação supõe a análise, a comparação e a faculdade de fazer abstracção das diferenças individuais. A classificação é o ponto de partida de toda a ciência: ela permite-nos passar cientificamente da observação à lei. No que concerne à educação, significa ordem de mérito – ou apreciação do mérito – segundo a qual os alunos são escalonados por referência à avaliação dos seus resultados, quer no conjunto dos seus trabalhos, quer numa disciplina determinada, quer numa competição especial, quer na sua conduta geral. Assim, a classificação consiste na análise e ponderação de todos os resultados de avaliação (de conhecimentos, atitudes, capacidades e valores) e conversão num resultado, ou síntese, passível de ser quantificado.

 

Coisa

De um modo geral, coisa diz-se de qualquer realidade sensível ou não (Descartes fala de «a coisa pensante» referindo-se à alma e de «a coisa extensa» referindo-se ao corpo). Mas a palavra coisa, mais especificamente, serve para designar a realidade sensível, estática e determinada que se impõe ao pensamento (o existente singular que não é o ser humano). A coisa distingue-se do objecto que designa a realidade sensível captada pelo espírito (uma ciência tem a ver com objectos). Falando de outro modo, as coisas designam o mundo no qual agimos e que resiste, ao passo que os objectos designam o mesmo mundo quando o conhecemos e o dominamos.

 

Comparação

Operação reflexiva por meio da qual se estabelecem as semelhanças e as diferenças entre dois termos. O método comparativo emprega sistematicamente a comparação. Por exemplo, em sociologia, a observação comparativa supre a dificuldade de aplicar a experimentação, comparando as diversas formas da vida social.

 

Comportamento

Reacção global de um organismo a um excitante. O comportamento designa o que é objectivamente observável na reacção de um indivíduo, independentemente dos seus pensamentos e da sua atitude psicológica. Distingue-se, deste ponto de vista, o comportamento e a conduta, que implica uma atitude psicológica (conduta = comportamento + significação humana).  Do ponto de vista pedagógico, atitude individual ou colectiva dos alunos em relação ao professor, à sua acção, às disciplinas e aos métodos de ensino. Reacção observável que constitui a resposta de um indivíduo a um estímulo dado, como, por exemplo, a manifestação de um conhecimento, capacidade, competência ou aptidão.

 

Compreensão

Apreensão de uma relação ou de uma significação (que marca claramente um sentido). Compreender significa conhecer uma coisa ou um ser, graças à inteligência, ao pensamento, às ideias; dar sentido claro a uma coisa, a um acto, por meio de uma interpretação válida; entender as relações de causa a efeito; acolher favoravelmente as reacções, as intenções, os actos, a atitude de outrem. Assim, a compreensão é, por um lado, a capacidade intelectual de abarcar pela percepção e, sobretudo, pelo pensamento uma totalidade, um conjunto, uma síntese, mas também as relações dos elementos entre si e a unidade do todo; por outro, é a disposição para alguém aperceber e aceitar, com benevolência ou tolerância, as intenções ou comportamentos de outro. No primeiro sentido, o termo é sinónimo de inteligência, de entendimento. No segundo sentido faz referência às relações de natureza afectiva que se estabelecem entre o professor e o aluno e, mais genericamente, entre os seres humanos. Consequentemente, a compreensão implica a intervenção quer da inteligência ou do entendimento quer da intuição. Mais especificamente, o acto de compreender consiste em conhecer o porquê [Filosofia] ou o como [Ciência] de uma coisa, ou seja, em dar a si mesmo a explicação da existência desse facto objectivo. No domínio das ciências humanas, compreensão e explicação opõem-se. A primeira depende do sentimento e exerce-se no domínio propriamente humano, enquanto a segunda é analítica, objectiva, e depende exclusivamente da razão.

 

Comunicação

Pôr em comum, participar, informar. Num sentido restrito, a comunicação designa qualquer troca de sinais entre indivíduos ou grupos (comunicamos por gestos, por telefone, pela voz directamente...). A função essencial da linguagem é precisamente permitir a comunicação, ou seja, a manifestação das nossas ideias e sentimentos para os transmitir ao outro.

 

Conceito

Ideia abstracta e geral. Considere-se o conceito do ponto de vista psicológico e do ponto de vista filosófico. No primeiro caso, temos o problema da formação dos conceitos, isto é, do acto pelo qual o espírito passa da constatação dum caso particular (Pedro é um homem grande) ao conceito geral de grandeza. Platão mostrou no seu diálogo o Teeteto que os conceitos encontram a sua origem no espírito e não na experiência, porque no mundo, Pedro é grande em relação a Paulo, pequeno em relação a João. Todos os conceitos da experiência são relativos. Portanto, o conceito em si de grandeza vem do espírito e não da experiência. Do ponto de vista filosófico, o problema consiste em identificar a realidade dos conceitos: para os «empiristas» ou «nominalistas», o conceito não é mais do que uma palavra (Locke, Hume), enquanto os «racionalistas» lhe conferem uma realidade no espírito (Platão, Kant).

 

Conduta

Conjunto de reacções psicológicas a uma dada situação. Distingue-se, em psicologia, a conduta e o comportamento: este designa o conjunto de reacções objectivas; aquela acrescenta a noção de significação interna, que designa o conjunto das reacções próprias de cada indivíduo resultante da sua vivência individual. Na conduta intervém componentes psicológicos, motores e fisiológicos.

 

Conflito

«Embate de pessoas que lutam» ou conflito de interesses; «situação em que se encontra uma pessoa ou grupo social quando se vê na necessidade de ter de escolher entre valores incompatíveis ou acções incompatíveis ou acções mutuamente exclusivas. As causas de conflito radicam em problemas psicológicos, em contactos de culturas diferentes, em incompatibilidades entre objectivos e meios considerados impossíveis ou ilícitos.  A nível individual, oposição vivida pelo indivíduo entre as pulsões e os interditos sociais.   Há conflitos no íntimo da consciência, conflitos profissionais, familiares, amorosos, económicos, etc. A nível social, os conflitos mais importantes são os de trabalho, de classes, raciais, étnicas, as revoluções, as guerras.

 

Conhecer

Ter presente no espírito um certo objecto de pensamento verdadeiro ou real. No seu sentido mais operatório, conhecer significa: 1) Operar com a finalidade de receber, de adquirir, de buscar o conhecimento. 2) Experimentar, sentir, saber manejar, utilizar uma coisa, um objecto, uma disciplina, um processo, um método. 3) Ser capaz de distinguir, de descrever, de definir, de comparar objectos, ideias. 4) Ter presente no espírito os resultados de tais operações ou de tais procedimentos. 5) Mais genericamente, conhecer é aprender, instruir-se.

 

Conhecimento

Na linguagem corrente, designa-se por conhecimento a simples identificação de alguma coisa ou de alguém. É a evocação da informação adquirida sobre um assunto. Num sentido mais preciso, reserva-se a palavra conhecimento para a compreensão exacta e completa dos objectos, por meio do conhecimento científico. Este é o saber seguro acerca de determinada situação objectiva, e resulta da relação entre sujeito e objecto; nesta perspectiva, a função do sujeito consiste em apreender o objecto tornando-o presente a si próprio, enquanto a função do objecto é a de se deixar apreender, dando conteúdo ao que é apreendido pelo sujeito. A experiência de cada um mostra que há, para o homem, dois modos de conhecimento: o conhecimento sensível, que é singular e concreto, dependendo a sua apreensão dos órgãos sensoriais – é um tipo de conhecimento imediato; e o conhecimento intelectual, que é universal e abstracto, dependendo unicamente da razão – é um tipo de conhecimento mediato.

 

Consciência

Definimos a consciência como a faculdade de se conhecer a si mesmo ao agir ou ao ser modificada. Neste sentido, a consciência não é outra coisa senão o sentimento que acompanha os nossos actos íntimos, enquanto se produzem e nos adverte do que vai dentro de nós. Assim penso, sofro e quero; e sei que penso, que sofro e que quero. Porquanto, os dados da consciência são imediatos e intuitivos. Deste modo, a acto de conhecimento identifica-se com o mesmo conhecimento. Sofrer e saber que sofro são uma e a mesma coisa. Se não conheço a dor é porque psicologicamente não estou consciente do que se passa em mim. A Consciência tem, por conseguinte, o carácter da certeza absoluta. Por outro lado, o domínio da consciência é essencialmente pessoal e ininterpretável por outrem, visto que o facto consciência não pode ser conhecido senão pelo próprio sujeito que sofre, sente ou quer.

 

Consciência (Espécies de)

A consciência pode ser espontânea ou reflexiva. a) A consciência espontânea é a forma de consciência que acompanha os fenómenos propriamente psicológicos, sem a qual os actos nos seriam estranhos, como que não existiriam para nós. A consciência espontânea, por ser inseparável do facto psicológico tem, necessariamente, a mesma duração e intensidade. b) A consciência reflexiva é um voltar-se deliberadamente sobre si mesma para cuidadosamente a observar. Neste sentido, este tipo de consciência supõe o acto de consciência espontânea, que lhe fornece o objecto de análise, e também a atenção conveniente, se o acto não está presente, da memória que o relembra. Portanto, a consciência reflexiva só se debruça sobre factos já passados.

 

Conteúdo

Termo que designa as disciplinas, os temas, os assuntos abordados na aula, que o ensino e a educação comportam. Na perspectiva pedagógica, consideram-se conteúdos tanto os assuntos tratados pelo professor como os tratados pelos alunos.

 

Correcção

Acção pedagógica do professor que visa melhorar o trabalho do aluno, mostrando-lhe a necessidade de aplicar uma regra, a maneira ou o método de tirar correctamente as consequências de uma lição, de elaborar um trabalho, de resolver um problema, de efectuar um exercício, etc. A correcção dos trabalhos, dos testes, da participação não deverá limitar-se a indicações breves, feitas sobre as folhas de testes ou outras. A correcção exige uma intervenção apropriada do professor que considera os erros, os procedimentos, mas também o sucesso, funcionando esta anotação como reforço positivo.

 

Correlação

Relação mútua ou recíproca entre, pelo menos, duas variáveis (pessoas ou coisas). Diz-se que as variáveis estão correlacionadas quando a mudança de uma é acompanhada por uma alteração na outra. O grau de relação é medido pelo coeficiente de correlação. E implica dois termos, ditos correlativos, entre os quais a correlação se estabelece: causa-efeito, pai-filho, estatura de uma pessoa-e seu peso.

 

Criação

Entende-se por criação a produção humana de algo, um objecto, um trabalho; é um acto de imaginar, conceber, organizar e apresentar uma actividade, a partir de alguma realidade preexistente, mas de tal forma que o produto não esteja necessariamente nessa realidade. Este sentido é o que se dá usualmente à produção humana de bens culturais, e muito em particular à produção ou criação artística, científica ou filosófica. É um dos princípios fundamentais do ensino do tempo actual, traduzido numa pedagogia do interesse, centrada nas necessidades da actividade criadora que a criança e o adolescente mostram nos diversos campos: cognitivo, sócio-afectivo, psicomotor e cultural. Pôr alunos em situação, ou em estado, de criar, através das motivações e dos interesses é, seguramente, um dos primeiros princípios que enformam os métodos implicados na pedagogia do interesse.

 

Criatividade

Disposição para criar coisas novas. Esta disposição existe virtualmente em todo o indivíduo e em todas as idades. A criança que se admira e se espanta com as maravilhas do mundo é particularmente criativa. A criatividade traduz-se na  mobilização das tendências, das motivações, das cargas afectivas, dos dinamismos, das espontaneidades, das necessidades, dos interesses, das aptidões, das potências que determinam a criança, o adolescente, o jovem e o adulto a fazer, a construir, a imaginar, a conceber, a organizar, a fim de produzir, de criar qualquer coisa que eles sintam como uma novidade, uma invenção, interior ou exteriormente a eles próprios.

 

Crítica

No sentido corrente (ao nível do senso comum), crítica é um juízo desfavorável (a crítica é o contrário de elogio). No entanto a crítica não é isso. 1) A crítica é análise, comentário, estudo ou exame de argumentos, de razões, de motivos, de textos, de obras de arte, de factos históricos ou científicos, de acções, procedimentos, etc., com a finalidade de formular um juízo. O espírito crítico não aceita qualquer asserção sem ser previamente interrogado sobre o valor desta. Esta definição de crítica aplica-se ao exercício que segue uma lição ou uma actividade, a fim de lhe apreciar o conteúdo, o valor, a eficácia. O treino para exercer o espírito crítico é um objectivo da cultura intelectual, estética, moral, etc. 2) Na Literatura e na Filosofia, a crítica é um estudo destinado a avaliar uma obra  ou um sistema, um procedimento ou uma atitude, procurando situar o seu contexto, as significações expressas ou subentendidas, os tipos de raciocínio, etc. É a parte da Filosofia que tem por objecto o estudo do conhecimento humano no seu aspecto de verdade e de certeza. Visa definir sob que condições e em que medida o nosso pensamento exprime a realidade ou o ser.

 

Currículo

Conjunto das matérias de um curso. Rol dos conhecimentos adquiridos ou dos cargos desempenhados. Carreira. Em sentido pedagógico, listagem de conteúdos que constituem um programa, considerando a estrutura lógica e a organização dos conhecimentos a ensinar, os processos de aprendizagem e a avaliação a realizar.

 
 

LIVROS / EBOOKS

 

FILOSOFIA

 

Para que serve a filosofia

A Fundamentação Metafísica da Esperança em Gabriel Marcel

Vergílio Ferreira e o Existencialismo

A Razão Universal em Álvaro Ribeiro

A Felicidade Segundo Santo Agostinho

A desigualdades entre os homens segundo Rousseau

Felicidade e Natureza Humana Segundo David Hume

 

EDUCAÇÃO

 

Organização e Desenvolvimento Curricular

Como Organizar Um Trabalho Escolar

Ciências da Educação: Glossário

 

ARQUIVO

 

O pensamento mítico

Pensamentos

Programas de Filosofia (10.º, 11.º e 12.º anos) V

Provérbios

Sabia que...

Os Sete sábios da Grécia

 
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