A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A B Pinela

 

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F

 

Facto 

Qualquer dado da experiência. Acontecimento, acto, aquilo de que se trata, verdades de facto; as verdades empíricas, observadas ou observáveis, independentes da razão.

 

Fala

Em linguística, define a capacidade humana da linguagem e ao mesmo tempo o uso dessa capacidade. Em fisiologia refere o conjunto de sons articulados pelo homem.

 

Feedback

Retroacção, acção de retorno. As respostas que o docente recebe dos alunos, as suas reacções, bem como as de seus pais, fornecem-lhe informações que o habilita a decidir da justeza do seu trabalho e a modificar estratégias em caso de necessidade. A este mecanismo de retorno da informação é usual, em pedagogia, dar-se o nome de «feedback».

 

Fenómeno

O que aparece. Tudo quanto se manifesta aos sentidos ou à consciência e, em geral, qualquer facto que pode ser objecto de ciência. Os fenómenos podem ser naturais: que chegam através dos sentidos (vindos, portanto, «de fora para dentro»); e espirituais: estes «passam-se dentro» do homem, são realidades interiores que se revelam sob uma forma estrutural.

 

Fenomenologia

Estudo descritivo de um conjunto de fenómenos. Em Hegel, a «fenomenologia do espírito» é uma espécie de autobiografia do espírito que passa do conhecimento sensível ao verdadeiro saber, génese da ciência. Actualmente, método filosófico que visa a apreender, para além dos seres empíricos e individuais, as essências absolutas de tudo o que existe. A fenomenologia designa o sistema de Husserl (1859-1938) e toda a corrente de pensamento que se reclama, senão dos conceitos, pelo menos do método de Husserl. A fenomenologia procede de uma crítica da metafísica clássica, e a sua tendência fundamental orienta-se no sentido do retorno ao concreto. Husserl (matemático de formação) concebe o retorno ao concreto como uma «intuição originária» das coisas e das ideias. Ele explica esta intuição com um exemplo matemático: constata o filósofo que se alguém pode representar três ou quatro objectos, não pode representar intuitivamente mil; pode-se somente «pensá-los». Assim, distingue dois tipos opostos de relação do dado ou «intencionalidade: a percepção real, que é «originária», e o pensamento, que não faz mais do que «visar» o objecto numa «intuição vazia». Desenvolvendo esta intuição originária e pensamento, intencionalidade plena e vazia, os fenomenólogos modernos retêm: ou o conteúdo da doutrina de Husserl, investigando, então, na percepção real, o ponto de contacto entre o espírito e o real, para além do realismo e do idealismo (Merleau-Ponty); ou o seu método, aplicando, então, o princípio de uma análise da intuição aos domínios do conhecimento de outrem, descurado por Husserl (Levinas); ou investigam para justificar metafisicamente o princípio próprio de uma análise dos fenómenos (F. Fink).

 

Fenomenológica (Análise)

Estudo das experiências conscientes; análise do mundo como é visto pelo observador (Kendler).

 

Filosofia

A palavra «PHILOSOPHIA» deriva da língua grega e, segundo a tradição, foi Pitágoras, matemático, religioso e filósofo grego, do séc. VI A.C., o seu criador. Pitágoras terá, no entanto, dotado a palavra de um sentimento profundamente religioso e ético. Considerava ele que nenhum homem se poderia considerar sábio (sophos) ou possuidor do saber, mas tão só amigo do saber. Sócrates dizia também que lhe parecia excessivo designar por sophos aqueles que se dedicavam a este tipo de pesquisa, uma vez que tal atributo apenas se aplicava aos deuses; a designação de filósofo (philosophos) ou qualquer outro adjectivo análogo seria mais apropriado para classificar tais personalidades, considerava Sócrates (Platão, Fedro, 278 d). Philosophia resulta, assim, da união de duas palavras gregas: Philos [amor] mais Sophia (sabedoria) e significa «amor pela sabedoria», «procura, indagação do saber». Philosophos é aquele que ama a sabedoria, indivíduo cuja vida é consagrada à investigação da verdade, em contraposição ao possuidor de conhecimentos que se designava sábio, como diz Pitágoras. Foi neste sentido que o termo Philosophia foi empregue pelos pitagóricos. A partir daquela época, todos os filósofos têm tido a preocupação de definir adequadamente a amplitude do termo, o que tem dado origem a múltiplas definições sobre a verdadeira natureza da Philosophia e do seu verdadeiro sentido para a vida.

 

Filosofia (Natureza da)

Contrariamente às ciências, que supõem a unanimidade, a Filosofia dispensa qualquer consenso. Característica que enforma a sua natureza. O que a Filosofia visa não é uma certeza científica, «igual para todo o entendimento humano», mas sim um exame de crítica permanente sobre as coisas, as ideias, os princípios e as resoluções.

 

Fim

Aquilo para que tende um acto, consciente e intencionalmente. Termo, limite (o começo e depois o fim, dir-se-á). Meta que se pretende alcançar. Os fins distinguem-se dos meios pelos quais se empreende realizá-los porque, para um mesmo fim, pode utilizar-se meios diferentes e moralmente opostos: por exemplo, para fazer uma boa prova de matemática (fim), pode-se estudar (meio) ou cabular (meio).

 

Finalidade

Uma explicação para a finalidade, ou explicação final, explica uma acção pelo seu fim, pela sua intenção. Carácter daquilo que tende para um fim de modo consciente (a finalidade das medidas tomadas é avaliar o Sistema Educativo, diz o Ministro da Educação).

 

Frustração

Sentimento de privação de uma satisfação pela qual o indivíduo acreditava ter direito. A frustração afectiva tem sido tomada em consideração pela psicanálise: ela pode ser provocada, em criança, pelas preferências dos pais pelo seu irmão e por toda a forma de experiência que ele considere como uma injustiça. O indivíduo frustrado pode reagir com uma conduta de agressividade ou, ao contrário, fechar-se sobre em si mesmo, e então a sua agressividade recalcada pode engendrar perturbações psicológicas, reunidas sob a denominação de "complexo de frustração".

 

Fundamentalismo

Atitude radical de quem se empenha em seguir (e impor), à letra, os princípios ou práticas que estiveram na origem de determinado movimento religioso, político, económico, etc. Nos nossos dias ganhou renome o fundamentalismo islâmico dos Irmãos Muçulmanos.

 

Fundamento

O que legitima ou justifica alguma coisa. Princípio em que repousa de facto uma ordem de fenómenos. Princípio em que repousa de direito um sistema de asserções ou de regras, isto é, que as torna legítimas do ponto de vista lógico, moral ou jurídico.

 

 

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Última actualização: 14/06/17