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A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A. B. Pinela

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Friedrich Nietzsche

 

Filósofo alemão (1844-1900), os seus avós e pai foram pastores protestantes, enquanto que ele é profundamente ateu. Mas recebe uma sólida formação humanista. Estudante em Bona e em Leipzig, Schopenhaer e Wagner foram seus guias espirituais; professor na universidade de Basileia (1869 a 1880), onde é nomeado catedrático com 24 anos. Renuncia à cátedra por motivos de saúde: com terríveis dores de cabeça. A partir de então viaja muito: Riva, Génova, Sicília, Rapallo, Sils-Maria, Turin, etc. A sua vida torna-se austera, encontrando-se em profunda solidão.
As dores tornaram-se cada vez mais frequentes e insuportáveis. E começa um período cheio de extravagâncias. A loucura está próxima. É então que um dos poucos amigos que lhe resta, senão o único, fá-lo internar numa clínica psiquiátrica de Basileia, em 1889. É-lhe diagnosticada uma lesão cerebral. Morreu louco, em 25 de Agosto de 1900.
Nietzsche recusou os valores culturais existentes, representados pelo cristianismo e os sistemas que preconizavam a igualdade entre os homens, arvorando o seu protótipo, o «super-homem», criador da essência e de vidas adequadas à sua estirpe ou classe.
A recusa da moral cristã, ou «moral dos escravos», bem como o seu entusiasmo pela vida foram princípios invariáveis da sua filosofia. A sua investigação, direccionada para uma síntese entre o mundo dionisíaco dos desejos e o mundo apolíneo da sabedoria, marca também o seu pensamento. O esforço da sua moral vai no sentido de sair do pessimismo mais profundo, mas reconhecendo todas as experiências negativas, as «desgraças» que a vida pode reservar ao homem: a sua máxima era «fazer com o desespero a mais profunda esperança, a mais invencível», graças a um heróico esforço da vontade e da imaginação.
Obras importantes: A Origem da Tragédia (1872), Considerações Intempestivas (1873-76), Humano, Demasiado Humano, (1878), A Gaia Ciência (1881), Assim Falava Zaratustra (1885), Para Além do Bem e do Mal (1886), A Genealogia da Moral (1887), Anticristo, Ecce Omo (1888), O Crepúsculo dos Ídolos (1889).

 
 

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Sobre o autor dos textos Última actualização: 16/03/19
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