EuroSofia é um espaço de reflexão e de edição de textos

Sócrates morreu a defender a Filosofia

A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A. B. Pinela

Início EuroSophia Filosofia Filósofos Glossário Os meus livros/eBooks

Contactos

 

A crítica

 

A propósito das eleições para o Parlamento Europeu, vamos já ficando surdos com a gritaria que os candidatos a eurodeputados vão fazendo. Gritam, gritam, mas nada esclarecem sobre a importância da Europa para nós, que afinal, até somos europeus. Falem da importância do Parlamento Europeu, digam qual foi o contributo de cada um para melhorar a vida dos povos na Europa e, por consequência, em Portugal, etc., etc. Mas sem demagogia, sem vaidades nem arrogâncias. Isso não interessa ao eleitor. Talvez vos interesse!

 

«No sentido corrente (ao nível do senso comum), a crítica é um juízo desfavorável (a crítica é o contrário de elogio). No entanto a crítica não é isso. É, antes, um estudo ― uma apreciação ― destinado a avaliar uma obra, um procedimento, uma atitude, de modo favorável ou desfavorável, procurando situar o seu contexto, as significações expressas ou subentendidas, os tipos de raciocínio, etc. (façam um comentário crítico deste texto, diz o professor). A crítica é, portanto, análise, comentário, estudo ou exame de argumentos, de razões, de motivos, de textos, de obras de arte, de factos, de acções, procedimentos, etc., com a finalidade de formular juízos.

 

Ao nível do ensino/aprendizagem, a crítica é um exercício que deve estar integrada numa lição ou numa actividade escolar menos formal, a fim de se lhe apreciar o conteúdo, o método, o valor, a eficácia.

A crítica é um instrumento fundamental do trabalho intelectual. Mas criticar não é sinónimo de maledicência, isto é outra coisa bem diferente, e é apanágio daqueles que tudo sabem, mas que nada explicam. Estes são generalistas, que se dizem críticos de qualquer coisa, e com isso sustentam o seu espírito, embora apenas produzam repetições e trivialidades desconexas, por vezes, transferidas.

 

De modo simples, a crítica labora da seguinte forma:

 

1. Análise da situação seja ela qual for: uma atitude, um acontecimento, uma ideia, um texto, um fenómeno. Esta análise pressupõe independência total face a subjectividades, preconceitos, simpatias e outros. Se queremos que nos respeitem e ver considerada a nossa produção intelectual, não temos outra possibilidade: temos que ser objectivos, elucidativos, imparciais.

 

2. Identificação clara e objectiva de aspectos positivos e negativos (quando os houver e dizer porquê) da situação em análise.

 

3. Proposta do autor comentador para melhorar a situação ou compreensão da leitura que faz do objecto analisado.

 

4. Tudo isto, documentado com a análise, a reflexão, as ideias próprias e as propostas alternativas.

Assim se faz uma crítica: Analisar, Identificar, Propor, Documentar. Tudo o resto não passa de fantasia ou de pretensiosismo desapropriado. Que traz de útil dizer apenas: «Isso está mal», «Não fez nada» «É incompetente»?

 

Quando produzirmos uma ideia ou um texto, a partir de análise e reflexão efectuadas, não nos devemos inibir de recorrer a autoridades sobre o assunto (outros autores e suas obras, o que disseram…), para nos documentarmos suficientemente; mas identifiquemos, claramente, autores e obras consultadas, a fim de sustentar o nosso trabalho. É importante que o façamos, pois dará mais credibilidade às nossas reflexões, e ao nosso nome. Se formos honestos, quem nos lê ou houve pode não aceitar os nossos argumentos, mas, por certo, reconhecerá que não estamos a ludibriar o pensamento diferente. Assim o entendo e defendo».
António A. B. Pinela,

 
 

LIVROS/EBOOKS  A.P.

 

Horizontes da Filosofia

PVP: 9,00 €

Ver informação

 

Para que serve a Filosofia

PVP: 8,00 €

Ver informação

 

A Fundamentação Metafísica da Esperança em Gabriel Marcel

PVP: 13,50 €

Ver informação

 

Organização e Desenvolvimento Curricula
 

PVP: 19,40 €

Ver informação

 

Como organizar um trabalho escolar

PVP: 3,00 €

Ver informação

 

Vergílio Ferreira e o Existencialismo

PVP: 5,00 €

Ver informação

 

Ciências da Educação: Glossário

PVP: 4,00 €

Ver informação

 

A Razão Universal em Álvaro Ribeiro

PVP: 4,00 €

Ver informação

 

Rousseau denuncia as causas das desigualdades


PVP: 4,00 €

Mais informação

 

 

A felicidade segundo Santo Agostinho

PVP: 4,00 €

Mais informação

 

Felicidade e Natureza Humana Segundo David Hume

PVP: 4,00 €

Mais informação

 

FRAGMENTOS (textos)

A vivência da Filosofia (008)

Das coisas simples se faz filosofia (007)

Filosofar requer reflexão (006)

Para aprendizes de Filosofia (005)

A exigência do rigor reflexivo (004)

Sentido da educação filosófica (003)

A crítica (002)

Desconsideração pelos bens espirituais (001)

 

EDUCAÇÃO/ENSINO

Filosofia (Prog. ens. secundário)

Filosofia (Discip. ens. superior)

Disputatio International Journal of Philosophy

Encyclopédie de la philosophie

Educação

Erasmus

Philosophie & religion

Stanford Encyclopedia of Philosophy

 

CONSULTA ÚTIL

Ciberdúvidas

Amnistia Internacional

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Lusofonia (CPLP)

ONU

UNESCO

União Europeia

 

ARQUIVO

Pensamentos

Provérbios

Sabia que...

Sete sábios da Grécia, Os

 
© 2003-2019 www.eurosophia.com - Todos os direitos reservados Webmaster: arb.pinela@sapo.pt
Sobre o autor dos textos Última actualização: 17/05/19
Utilização de texto

Contacto